
Lei de quem e para quem?
(Mt 22, 36-40)
36 «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» 37 Jesus respondeu: «Ame ao Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, e com todo o seu entendimento. 38 Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante a esse: Ame ao seu próximo como a si mesmo. 40 Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos.»
Creio em Deus Filho, sim, ressuscitado,
que, sem reservas, do Pai foi vontade,
que dos pequenos manteve-se ao lado,
que as consciências chamou à verdade,
que dos poderes não foi aliado.
Dom e serviço, jamais sacrifício,
Ele exigiu dos que, com liberdade,
querem segui-lo no mesmo exercício.
Tomar a cruz com total dignidade
não é curvar-se, é firmar-se sem vício.
Pelos poderes se viu condenado:
por assumir pleno amor como ofício!
J. Thomaz Filho
Creio em Deus Filho de morte tramada
em consequência da vida que leva:
quer desatar toda mão algemada,
quer passo livre do peso que entreva,
quer corações com a paz cultivada.
Da Tradição só visita o que é nobre.
Bem mais que Adão e bem mais do que Eva,
faz da partilha o socorro do pobre,
jamais condena, é perdão, luz que eleva
olhos pro céu – que ninguém mais soçobre!...
Pensam que a morte o transforma num nada?
Vive pra sempre: eis que a fé se descobre!
J. Thomaz Filho
Creio em Deus Filho de plena memória:
sempre espalhando as raízes da paz,
vem, interfere nos rumos da história
com gesto novo, serviço capaz
de reerguer o empurrado pra escória.
Creio em Deus Filho de plena firmeza,
de passos novos, de olhar sempre audaz:
à consciência propõe a clareza,
a liberdade convoca ao veraz,
pra que a justiça vigore coesa.
Lavando os pés – chama isso de glória! –,
é refeição a nutrir nossa mesa!
J. Thomaz Filho
Creio em Deus Filho vivendo entre nós,
um com o Pai e o Espírito Santo.
Nada de Reino deixado pro após:
“Há de cobrir deste chão todo canto!
Ide, levai às nações minha voz!
Multiplicai sem temor os meus gestos:
aos empurrados ao vil desencanto,
fazei-os ver: não são sobras nem restos.
Dai-lhes de volta a esperança, portanto.
Deles é o Reino, notai, sede honestos!”
Ah! se opuseram com trama feroz...
Mas foi fiel, não cedeu aos molestos.
J. Thomaz Filho

Lei de quem e para quem?
(Mt 12, 33-34) (Jesus falando aos fariseus) “Se vocês plantarem uma árvore boa, o fruto dela será bom, mas se vocês plantarem uma árvore má, também seus frutos serão maus, porque é pelo fruto que se conhece a árvore. Raça de cobras venenosas! Se vocês são maus, como podem fazer coisas boas? Pois a boca fala daquilo que o coração está cheio.”
(Mt. 23, 1-5) Jesus falou às multidões e aos discípulos: “Os doutores da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Por isso, vocês devem fazer e observar o que eles dizem. Mas não imitem suas ações, pois eles falam e não praticam. Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo. Fazem todas as coisas para serem vistos pelos outros.” Palavra da Salvação!
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A NOVA CIDADE DE JERUSALÉM: (Isaias 65, 17-23)
17- Vejam! Eu vou criar um novo céu e uma nova terra. As coisas antigas nunca mais serão lembradas, nunca mais voltarão ao pensamento. 18 Por isso fiquem para sempre alegres e contentes, por causa do que vou criar. Farei de Jerusalém uma alegria, e de seu povo um regozijo. 19 Exultarei com Jerusalém e me alegrarei com meu povo. E nela nunca mais se ouvirá choro ou clamor. 20 Aí não haverá mais crianças que vivam apenas alguns dias apenas, nem velhos que não cheguem a completar seus dias, pois, será ainda jovem quem morrer aos cem anos, e quem não chegar aos cem anos será considerado amaldiçoado. 21 Construirão casas e nela habitarão, plantarão vinhas e comerão seus frutos. 22 Ninguém construirá para ouro morar, ninguém plantar& aacute; para outro comer, porque a vida do meu povo será longa como a das árvores, meus escolhidos poderão gastar o que suas mãos fabricarem. 23 Ninguém trabalhará inutilmente, nem gerará filhos para morrerem antes do tempo, porque todos será a descendência dos abençoados de Javé, juntamente com seus filhos.
A ação na cidade com o desejo de justiça e paz
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Os tiros que calaram Mariele
ressoam nos ouvidos do País.
Vêm dor e indignação à flor da pele,
perplexas, pois o fato contradiz
o sonho – paz e bem! – que nos impele.
A nossa vereadora lá do Rio
foi voz a denunciar os gesto vis
do crime, e da polícia que faliu;
queria respeitados os civis
e todo cidadão deste Brasil.
Mariele está presente e nos compele:
manter a mesma voz e o mesmo brio!
J. Thomaz Filho