PASTORAL FÉ E POLÍTICA

Arquidiocese de São Paulo

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XVII Semana de Fé e Política da RE Belém: Julgar

A segunda noite da XVII Semana de Fé e Política da Região Episcopal Belém tratou o Julgar a partir da memória dos 40 anos da Região Episcopal Belém.

A mística inicial partiu do texto abaixo: 

PALAVRA DE DEUS NO CONTEXTO POLÍTICO E RELIGIOSO: ONTEM E HOJE

Lc. 3,1-2: Era o décimo quinto ano do império de Tibério Cesar. Pôncio Pilatos era governador da Judéia, Herodes era tetrarca da Galiléia, seu irmão Felipe era tetrarca da Itureia e da Traconítide e Lisâneas era tetrarca de Abilene. Anás e Caifás eram sumos sacerdotes. A Palavra do Senhor foi então dirigida a João filho de Zacarias, no deserto.

O evangelista tem a preocupação de situar os acontecimentos no tempo, na história. Ele dá o nome dos governantes e descreve os lugares onde João atuava. A introdução de Lucas a pregação de João e semelhante ao início dos livros dos antigos profetas. Eles costumavam indicar quem era o rei na época em que o profeta exercia sua atividade: Is 1,1; Jr.1,1-3; Os. 1, 1; Am. 1,1. (500 anos sem profeta)

 1976:- Fazia 12 anos que o Brasil vivia a ditadura militar. Ernesto Geisel era presidente do Brasil; Paulo Egídio Martins, governador de São Paulo e Olavo Setúbal era prefeito da cidade. As relações entre Igreja e Estado estavam muito tensas com a morte do operário Manuel Fiel Filho no DOI- CODI-SP (Janeiro1976); o seqüestro do bispo de Nova Iguaçu RJ Dom Adriano Hipólito; o assassinato dos padres: Rodolfo Lukenbein (julho 1976) e João Bosco Burnier (outubro 1976) ligados ao CIMI. E aos movimentos populares.

 No tempo em que Paulo VI era o Papa, Dom Aloísio Lorscheider presidente da CNBB. Dom Paulo Evaristo Arns, cardeal da Arquidiocese de São Paulo.

Foi nesse tempo que a proposta do Reino ficou mais forte em nossa Região. Dom Luciano Mendes de Almeida foi ordenado (02/05/1976) e escolhido para ser bispo auxiliar em SP assumindo a Região Belém. Em nome de Jesus (lema) muitas pessoas experimentaram com mais intensidade o compromisso com a Palavra de Deus.

A história da Salvação não é uma história diferente da nossa: “Tá tudo junto e misturado” Bíblia e Vida, Vida e Bíblia, Fé e Política. Essa é nossa história.

Raul de Amorim = Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

Em seguida o assessor, Fernando Altemeyer Jr, nos ajudou a fazer memória.

Disse-nos ele:

 

40 anos

40 forte na Bíblia

40 anos no deserto terra prometida, liberdade

40 dias no deserto, Jesus

 

O assessor retornou bem antes dos 40 anos.

D. Antonio Joaquim de Melo Bispo 1891

Ferrovia 3 milhões de imigrantes, chegavam no que é hoje o Arsenal da Esperança

Iam para os cafezais

Muitos chegavam com doenças

Morriam tambem freiras e padres

 

1909 nasce o asilo São José do Belém

Padres scalabrinianos criaram um orfanato para as crianças de rua - Pe. Marchetti

 

1917 primeira grande greve operária

Gripe espanhola, Bairro Higienópolis, para pobre não entrar.

Vicentinos começam a socorrer o povo, em grupos organizados

 

Cresceu o trabalho social da Igreja

Igreja fazia muito sacramento, não se voltava aos pobres

Nasceram muitas paróquias

 

1908 São João Batista do Brás e várias outras

Depois de 20 anos que o povo chegou, chegou a Igreja

Vieram mineiros, sergipanos, alagoanos, aproximadamente 1000/dia

 

Vaticano II

Igreja é povo de Deus reunido em comunidade

Operação periferia, organizada por D. Paulo Evaristo

Alguns bispos nao aceitaram o trabalho com os pobres

 

D. Paulo convoucou:

D. Celso Queiroz - planejamento

D. Angélico - comunicador

D. Joel - muita atenção aos pobres, música e juventude

 

 

Toda Leste muito grande

Leste 1, novo bispo, jesuita D. Luciano 09/05/76

Chamou o garoto (Fernando) para segurar a mitra e o cajado.

1976-1988

 

Lado dos pobres, imigrantes, crianças. ..

Hoje chegam africanos, haitianos,  sírios...

Cuidamos dos cortiços, favelados, migrantes, 

Nossa missão hoje:

Cuidar para que não falte pão na mesa dessas pessoas

Pão da união, força comunitária,  luta popular, luta das mulheres

Muita gente deu a vida por esse pão!

Não precisamos de padres feiticeiros de cura e libertação, mas padres que cuidem das necessidades do povo.

Pão da unidade, pão nosso de cada dia

 

Memória na história

Convite aos participantes para escreverem a memória e trazerem

Envie sua memória para o email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Minhas  causas valem mais do que minha vida

 

Eu fico com a pureza da resposta das criancas

Miralda, homenageada pela filha Marilda

Negros nordestinos não fomos bem recebidos

Cidade fria nas relações

Mulher, mãe, esposa  militante

Faziamos assembleia para tudo, tudo era resolvido em comunidade, 

assim elegeram o nome da comunidade Menino Deus

D. Luciano, presenca fundamental na comunidade

Salve as CEBs

 

Se você acende uma luz na vida de uma criança

Video D. Luciano Mendes de Almeida

Pe.  Julio Lancelotti homenageia D. Luciano

Quem conhece?

Fazer memória de D. Luciano é viver como ele.

 

Quem é a pessoa mais importante para o senhor?

Aquela com quem eu falo 

Viver simplesmente para que todos possam simplesmente viver

                                            (D. Luciano Mendes de Almeida) 

Palavras dos presentes sobre D. Luciano

Humildade

Escuta

Amor

Partilha

Simplicidade

Saudade

Paciência

Igualdade

Santo

Carinho

Teimosia

Persistência

Coragem

Enfrentamento

Amigo

 

Vi D. Luciano chorar e sofrer ao ser transferido exilado para Mariana

por defender os mais pobres.

 

Que aqueles que estão fora dos nossos critérios, tenham bom lugar nas nossas comunidades.

 

Quero entoar um novo

Pablo, homenageado pela esposa Sheila e o filho

Luta pelos direitos humanos

CEU de Sapopemba tem o nome dele

História de muitos de nós

Era muito difícil falar de direitos humanos

Presenciou a Teologia da Libertação

 

Ela acompanha o sistema prisional, a pastoral carcerária

Waldemar Rossi me ensinou muito sobre o movimento sindical

Chama o filho para a juventude continuar

Pablo faleceu quando ele tinha 13 anos

Muita gente aqui conviveu com ele mais do que eu

 

VIVA a mulher

Ir. Dirce Genésio, homenageada por Maria Aparecida

Transparente, até parece mistério

Iguatemi

 

É freira, essa pequeninha?

Brava

Dava aula, formação

Organizava o pessoal para lutar pelos postos de saúde, água, luz

Ela tinha o Dom da Palavra e ela conseguia mexer com todo mundo

Missão de acolher todo aquele que precisar do amor cristão

Adoeceu e permaneceu perto do seu povo

Profetiza pelo Reino

 

Põe a semente na terra

Waldemar homenageado pela esposa, Célia Rossi

Bóia fria, lavoura

Pedreiro

Congregacao Mariana em Sertãozinho

Lá viu Plinio de Arruda Sampaio falar sobre o papel dos cristãos

Comecou na JOC (Juventude Operária Católica)

Veio para São Paulo onde conheceu a Célia no Congresso da Juventude

Dedicou-se a ser operário, porque encontrava aí a forma de organizar o povo.

Não tinha medo do desemprego

Concorreu à chapa operária

Acreditava no ser humano, como semente de transformação

Casaram e optaram por morar em um bairro da periferia na V. Rica

Lá não tinha nada, não tinha serviço público nenhum

Lá começou o primeiro grupo de Pastoral Operária

Preso em 1974, torturado

D. Luciano chegou em casa e o filho queria um bolo de aniversário

Não tinha dinheiro e ele foi buscar

D. Paulo muito próximo

Organizando os trabalhadores

Sempre acreditou na organização do povo

 

Quando olhei a terra ardendo

S. Caetano

MDF Movimento de Defesa do Favelado

38 anos de resistência

Muito apoio de D. Luciano

Lutava pela taxa mínima de água e luz

Líder e ministro da Igreja de São Mateus

Religioso - Rezava nas casas, nas famílias

Escola de formação Antonio Caetano

 

Pai nosso do S. Caetano - rezar em casa, meditado

 

Quais causas valem mais que a nossa vida?

Onde está o horizonte da nossa vida?

 

Onde esta o teu tesouro, aí está o teu coração.

 

Belém Casa do Pão

Pão partilhado

 

Cada um de nós tem que cuidar daqueles que caíram do ninho, missão do cristão

 

Benção

 

Fonte: Artigo publicado em nosso site diretamente pela autora. 

Márcia M. de Castro

Márcia M. de Castro
Márcia Mathias de Castro é fonoaudióloga, membro da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo e Coordenadora da Escola de Fé e Política Waldemar Rossi (RE Belém). Também é colaboradora da Rádio 9 de Julho (AM 1.600 KHz - SP), participou da Escola de Governo e do Movimento de Integração Campo Cidade (MICC).