PASTORAL FÉ E POLÍTICA

Arquidiocese de São Paulo

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Ano da Misericórdia

Exigir políticas públicas voltadas para o atendimento das famílias. Este deveria ser o mote de entidades e movimentos sociais e ao qual deveriam responder os governos federal, estadual e municipal. Políticas públicas que favoreçam atenção básica às famílias deve ser também o critério para avaliar a atuação de partidos e de políticos e para a escolha de candidatos ao poder executivo e legislativo nos 5 mil e 570 municípios brasileiros. (Ouça o áudio desse artigo no final da página).

O ano de 2015 se arrastará em 2016, levando insegurança econômica, política e acirramento nos posicionamentos políticos.

As paróquias, pastorais, movimentos e entidades da igreja Católica são chamadas a responder com diálogo, profundo respeito às posições divergentes e atuação solidária. Já atravessamos outras crises e soubemos testemunhar a fraternidade, atentos às necessidades das famílias de nossos vizinhos, amigos, parentes ou conhecidos.  

Talvez alguns se lembrem do movimento cinco por um: algumas famílias se reuniam e colaboravam financeiramente com uma família que estivesse sofrendo pelo desemprego de seus membros. Este mesmo movimento também estimulou a criação de associações para fabricação, por exemplo, de fraldas ou tijolos assim oferecendo trabalho e sustento no período de crise.  São as micro, pequenas e médias empresas que fazem à base de sustentação econômica do país e que apresentam expressiva participação na oferta de postos de trabalho a disposição da população.

Em tempos de crise devem ser retomadas as feiras de troca e o uso de moeda solidária. A economia solidária favorece ações que podem ser implementadas por aqueles que se disponham a dedicar mais do seu tempo para atuação em favor do próximo, sempre na perspectiva de envolver mais pessoas no acolhimento fraterno das famílias necessitadas. Informações sobre Economia Solidária podem ser encontradas no site do Fórum Brasileiro de Economia Solidária: www.fbes.org.br

Neste Ano Santo, na Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, o Papa Francisco nos lembra, especialmente, das obras de misericórdia.

Ouçamos suas palavras:

  • Neste Ano Santo, poderemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática.
  • Quantas situações de precariedade e sofrimento presentes no mundo atual!
  • Quantas feridas gravadas na carne de muitos que já não têm voz, porque o seu grito foi esmorecendo e se apagou por causa da indiferença dos povos ricos.
  • Não nos deixemos cair na indiferença que humilha, na habituação que anestesia o espírito e impede de descobrir a novidade, no cinismo que destrói.
  • Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda. As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade.
  • Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo.
  • É meu vivo desejo que o povo cristão reflita, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina.

Convido os ouvintes a ler e reler a Bula Papal, a memorizar frases como estas que acabaram de ouvir: estão no número 15 da Bula. Vamos divulgar estas palavras e juntos construir um novo agir, evangélico, para a ação pastoral da comunidade.

 

 

Fonte: Programa "A Igreja em Notícias" de 27/12/2015 da Rádio 9 de Julho (AM 1.600 KHz SP). Reprodução em nosso site autorizada pela autora.

 

Caci Amaral

Caci Amaral
Carmem Cecília de Souza Amaral é coordenadora da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo, sendo também integrante da Rede Nossa São Paulo e do Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE/SP). Para falar com Caci Amaral, utilize nosso formulário de contato.