PASTORAL FÉ E POLÍTICA

Arquidiocese de São Paulo

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Comunidade Cristã e o Mundo da Política

Sábado, 12 de fevereiro próximo, das 9h30 às 11h30, na Igreja de Santana, Rua Voluntários da pátria, próximo ao Metrô Santana, acontecerá a reunião da Pastoral Fé e Política. Serão encaminhadas as propostas do primeiro congresso de leigos, discutidas na Oficina responsabilidades públicas.

As propostas abrangem cinco temas: 

* Mobilização a favor do hospital da Brasilândia.
* Participação nas eleições dos 35 conselhos tutelares da cidade de São Paulo,
* Organização de núcleos da pastoral fé e política.
* Fortalecer os conselhos de leigos e o fórum das pastorais sociais.
* Incentivar a participação nos conselhos de direitos e em outras instâncias de participação política.

A Pastoral Fé Política se propõe a aproximar a comunidade do mundo da política, favorecendo a ação junto aos poderes executivo, legislativo e judiciário. A pastoral tem certeza de que a fiscalização das atividades dos órgãos públicos, a participação nas decisões sobre políticas públicas, a mobilização tendo em vista exigir o resguardo e a promoção de direitos são tarefas evangélicas, promotoras de bem estar e qualidade de vida. São tarefas para as quais as comunidades cristãs são chamadas com urgência, tendo em vista o cumprimento do mandamento maior de amor ao próximo.

Em nosso país, vivemos numa sociedade profundamente desigual. Os mecanismos sociais existentes e a cultura na qual vivemos nos separam em função da renda, cor da pele, gênero, localidade de nascimento e moradia, grau de instrução e idade. A partir destes critérios, milhões de pessoas são excluídas de muitas das possibilidades que favorecem uma vida digna e sofrem ameaças à integridade física, mental e espiritual.

choro-01Informações de relatório de 2008, do Instituto brasileiro de geografia e estatística, IBGE, mostram que a população que mais sofre com agressões violentas, está na faixa de renda de até um quarto do salário mínimo. Mostram, também, que entre 1988 a 2008 houve, para a população feminina, preta e parda, aumento na possibilidade de sofrer agressões corporais, ao contrário do que ocorreu com da população branca masculina.

Romper com processos discriminatórios exige compromisso pessoal e das comunidades, num grande esforço de solidariedade, de respeito pleno ao direito de ser, pensar e agir de forma diferente, educando se para conviver com a diversidade. Exigem, também, dos governos, ações que estimulem a criação de empregos, o aumento da renda do trabalhador, o crescimento econômico com controle da inflação e programas que atendam às necessidades básicas de educação, moradia, segurança, saúde, água tratada e esgoto. Para isso é preciso que o dinheiro público seja destinado, prioritariamente, ao atendimento das populações pobres e que se busque, sempre, soluções menos dispendiosas.

Como sugere Washington Novais em texto publicado no jornal O Estado de São Paulo, de domingo passado, relembrando o título de um livro: o pequeno é mais bonito, há possibilidades econômicas para resolver graves problemas. Entre outras, o texto cita construção de cisternas para resolver o problema da falta de água para a população do semi árido e mostra como o sistema de coleta de esgoto, sem grandes canalizações, colocou a cidade de Brasília como uma das únicas do país, onde noventa por cento do esgoto é coletado. Medidas como estas, infelizmente, não são adotadas pelos órgãos públicos, que acabam destinando verbas para grandes obras.

Manter-se atento aos problemas do quarteirão, caminhar pelo bairro percebendo o que está bom e o que precisa ser melhorado, já é olhar para a cidade como a casa de todos nós. Todas e todos podem sair de casa com essa determinação. Se puder compartilhar com a comunidade aquilo que foi observado, será ótimo. Se outros puderem buscar soluções para as situações constatadas melhor ainda. Desde aquele que faz as observações, todos já estarão fazendo política, política como serviço para a cidade, prática possível e necessária para que nós, nossos filhos e netos tenham melhor qualidade de vida.

Assim, mesmo que você não possa estar presente na reunião da Pastoral Fé e Política você já estará fazendo política. Fazer política é um aprendizado cotidiano e permanente, é um contínuo exercício de solidariedade, sinal do cuidado com o meio ambiente, a favor da dignidade do ser humano. Divulgue a próxima reunião da Pastoral Fé Política: Sábado, 12 de fevereiro próximo, das 9h30 às 11h30, na igreja de Santana, Rua Voluntários da pátria.


FONTE: Artigo escrito por Carmen Cecília de Souza Amaral especialmente para o Programa Eleições em Notícias do dia 02/02/2011 (Rádio 9 de Julho AM 1.600 KHz - São Paulo/SP). O Artigo de Caci Amaral nos foi enviado diretamente pela autora e sua reprodução é autorizada pela Rádio 9 de Julho.

Caci Amaral

Caci Amaral
Carmem Cecília de Souza Amaral é coordenadora da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo, sendo também integrante da Rede Nossa São Paulo e do Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE/SP). Para falar com Caci Amaral, utilize nosso formulário de contato.