PASTORAL FÉ E POLÍTICA

Arquidiocese de São Paulo

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Na Política não Existe Espaço Vazio

Celebrar o Natal é dizer Sim ao projeto de Deus que nos convida a participar da construção de um novo céu e uma nova terra. Celebrar o Natal é comprometer–se, com o menino Deus que se encarna no seio da humanidade e proclama: Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente! Celebrar o Natal não é um episódio na liturgia cristã, celebrar o Natal é compromisso, pessoal e comunitário, com vida digna para todos e todas.


ficha-limpa-01Ao agir no mundo da política, ao fazer política, política com "p" maiúsculo, os fiéis cristãos colaboram nesta construção da vida plena e testemunham sua fidelidade ao compromisso celebrado a beira do presépio. As decisões políticas constroem o cotidiano, mesmo se poucos percebem e tem consciência das conseqüências da presença da política, na sua vida.

Alguns fazem política partidária, e isto é bom e necessário, desde que a política seja exercida como serviço ao bem comum e orientada pelo princípio ético de respeito à dignidade da pessoa humana.

Outros atuam politicamente nos sindicatos, associações de classe e de bairro, ONGs, conselhos municipais, pastorais e movimentos sociais e isto também é bom, desde que a ação política da entidade vise o bem comum e esteja orientada pelo respeito à dignidade da pessoa humana.

Há aqueles que participam de mobilizações, assinam e passam abaixo-assinados, refletem e colaboram com a reflexão sobre a realidade, e isso também é bom.

Mas, muitos, muitos mesmo, um grande número de cristãos e cristãs, apenas reclamam dos políticos, ou porque se acham prejudicados em situações específicas: enchentes, má qualidade do transporte, falta de segurança, violência no trânsito, ou por estimulo das notícias veiculadas pela imprensa.

Também estes, que apenas reclamam, fazem política, mas política de pior qualidade, a política da omissão.

Na política não existe espaço vazio.

politico-01Se aqueles que tem princípios, ética, valores, propósitos e perspectivas de direitos e deveres, sentido da importância da qualidade de vida se omitem, outros, com interesses que não os da coletividade, que não os do bem comum, ocupam os espaços de atuação na política e passam a decidir, em nome do povo, nunca a favor do povo.

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, documento elaborado pelo episcopado brasileiro para orientar a ação dos fiéis afirma: “a Igreja, em todos os seus grupos, movimentos e associações, animados por uma Pastoral Social estruturada, orgânica e integral, tem a importante missão de defender, cuidar e promover a vida, em todas as suas expressões”

O papa Paulo VI já nos dizia: "fazer política é a maior das caridades".

Em 2012, como soberano detentor do poder de governar, o povo brasileiro será chamado, em cada um dos municípios do país, a escolher, pelo voto livre dos cidadãos eleitores, os prefeitos e vereadores que governarão 2013 a 2016, tomando decisões políticas e determinando o cotidiano das cidades

A movimentação dos partidos e dos políticos na composição de alianças que garantam a manutenção ou a conquista do poder está na imprensa.

A política interessa aos políticos e precisa fazer parte da vida dos cristãos fiéis ao mandato de Jesus Cristo, responsáveis pela sorte dos irmãos e irmãs, principalmente dos mais pobres.

Grupos de Pastoral Fé e Política organizados nas paróquias:

• Favorecem ações para discernir e elaborar critérios que favoreçam a escolha livre e soberana dos novos governantes, em 2012.

• Permitem o exercício responsável e consciente do agir político em favor do bem comum, dentro dos princípios da Doutrina Social da Igreja.

• Modificam o cotidiano da paróquia, do bairro, da cidade e do país.

O cristão, atuando no mundo da política, abre caminho para a presença dos valores evangélicos na vida da sociedade.

 


FONTE: Artigo escrito por Carmen Cecília de Souza Amaral especialmente para o Programa Eleições em Notícias do dia 21/12/2011 (Rádio 9 de Julho AM 1.600 KHz - São Paulo/SP). O mesmo nos foi enviado diretamente pela autora e sua reprodução é autorizada pela Rádio 9 de Julho.

 

 

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Caci Amaral

Caci Amaral
Carmem Cecília de Souza Amaral é coordenadora da Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo, sendo também integrante da Rede Nossa São Paulo e do Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE/SP). Para falar com Caci Amaral, utilize nosso formulário de contato.